Projecto TEST representa Angola no fórum global sobre Inteligência Artificial e Educação na Coreia do Sul

Projecto TEST representa Angola no fórum global sobre Inteligência Artificial e Educação na Coreia do Sul
O Projecto de Desenvolvimento do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (TEST), do Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI), representará Angola no KWPF Global Forum 2026, encontro internacional sobre Inteligência Artificial, Educação e Competências, a realizar-se no dia 3 de Setembro, em Seul, República da Coreia do Sul.
Promovido pela Korea-World Bank Partnership Facility (KWPF), este Fórum reunirá representantes de governos, instituições de ensino, sector privado, parceiros coreanos e especialistas do Banco Mundial. O encontro visa promover a partilha de experiências e fortalecer parcerias para a utilização responsável da Inteligência Artificial e de outras tecnologias digitais na melhoria da educação, da investigação e do desenvolvimento de competências.
Num contexto em que a Inteligência Artificial está a criar possibilidades e desafios para os sistemas educativos, o encontro permitirá conhecer diferentes experiências internacionais e discutir de que forma a inovação digital pode contribuir para preparar estudantes, instituições e profissionais para um futuro em transformação.
ANGOLA EM DESTAQUE COM O EDUCONNECT ANGOLA
A participação de Angola terá como principal destaque a sessão “EduConnect Angola – Digital Infrastructure for Skills, Research and Innovation”, dedicada às infra-estruturas digitais para o Ensino Superior, a investigação e a inovação.
A sessão incluirá uma apresentação de Natasha de Andrade Falcão, Economista Sénior de Educação e Competências do Banco Mundial e TTL do Projecto TEST, seguida de um painel internacional com representantes de Angola, Etiópia, Rwanda e República da Coreia.
No painel, o Especialista em Tecnologias de Informação do Projecto TEST, António Paraíso, apresentará a perspectiva de Angola sobre os desafios de coordenação institucional na implementação de infra-estruturas digitais e as oportunidades da cooperação com instituições coreanas para transformar a conectividade em serviços efectivos para estudantes, docentes e investigadores.
Esta participação permitirá colocar a experiência angolana num espaço internacional de reflexão e partilha, aproximando o percurso de transformação digital do Ensino Superior em Angola de experiências, conhecimento e soluções desenvolvidas noutros contextos.
EDUCONNECT ANGOLA REFORÇA A ARTICULAÇÃO ENTRE O PROJECTO TEST E O PADA
O EduConnect Angola reforçará a articulação entre o Projecto TEST, através da Subcomponente 2.4 – Estabelecimento da Rede Nacional de Ensino e Investigação (AngoREN), e o Projecto de Aceleração Digital de Angola (PADA), implementado pelo Instituto de Modernização Administrativa (IMA).
Esta parceria envolve igualmente o Banco Mundial, instituições coreanas e as Instituições de Ensino Superior angolanas.
A articulação entre estas entidades assume particular importância perante a dimensão do desafio: construir um ecossistema digital para o Ensino Superior exige não apenas infra-estrutura tecnológica, mas também coordenação institucional, modelos de governação adequados, interoperabilidade, competências técnicas e capacidade para transformar conectividade em serviços com utilização efectiva pela comunidade académica e científica.
ANGOREN: CONECTIVIDADE AO SERVIÇO DO CONHECIMENTO E DA INVESTIGAÇÃO
A AngoREN – Rede Nacional de Ensino e Investigação de Angola é uma iniciativa estruturante do Projecto TEST, destinada a interligar as Instituições de Ensino Superior e de investigação e a criar uma base digital para a colaboração científica, o acesso ao conhecimento e a disponibilização de serviços partilhados.
A iniciativa integra a Componente 2 – Melhoria da qualidade do ensino, da relevância dos currículos e da equidade de género nas Instituições de Ensino Superior, através da Subcomponente 2.4 – Estabelecimento da Rede Nacional de Ensino e Investigação (NREN) e actualização das redes universitárias.
O apoio do EduConnect permitirá complementar os investimentos em conectividade com acções de governação, interoperabilidade, capacitação e transferência de conhecimento.
Esta evolução é determinante para o futuro da rede. Construir uma infra-estrutura digital significa mais do que ligar equipamentos e instituições: significa criar condições para que essa conectividade possa ser utilizada para aproximar comunidades académicas, facilitar a colaboração científica, melhorar o acesso a recursos e desenvolver novos serviços digitais.
DOIS PROJECTOS-PILOTO PARA TRANSFORMAR CONECTIVIDADE EM SERVIÇOS
Entre as acções previstas destacam-se dois projectos-piloto, que permitirão testar soluções antes da sua eventual expansão a outras instituições.
O primeiro prevê a implementação de identidade digital e autenticação única (Single Sign-On) em três Instituições de Ensino Superior. O segundo incidirá na digitalização e no intercâmbio de conteúdos educacionais com apoio da Inteligência Artificial. A cooperação prevê ainda a formação de técnicos angolanos, intercâmbios com instituições coreanas e a validação de padrões antes da expansão das soluções para outras instituições.
Esta abordagem permite articular inovação com capacitação institucional. Em vez de pensar a transformação digital exclusivamente a partir da tecnologia, procura-se criar conhecimento e competências locais, testar modelos e gerar aprendizagens que possam apoiar decisões futuras.
COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PARA ACELERAR A TRANSFORMAÇÃO DIGITAL
O encontro de Seul insere-se no trabalho desenvolvido pela Korea–World Bank Partnership Facility, criada para fortalecer a parceria entre a República da Coreia e o Grupo Banco Mundial e apoiar a partilha e adaptação da experiência e do conhecimento técnico coreanos a diferentes contextos de desenvolvimento.
Para Angola, esta cooperação abre um espaço de aprendizagem particularmente relevante numa fase em que a AngoREN está a evoluir de uma visão de conectividade para uma abordagem mais abrangente, que integra serviços digitais, governação, interoperabilidade, competências e conteúdos.
A oportunidade está, assim, não apenas em conhecer soluções tecnológicas, mas em compreender modelos, aprender com experiências já desenvolvidas e reforçar a capacidade nacional para implementar e gerir soluções adaptadas à realidade das Instituições de Ensino Superior angolanas.
PROJECTO TEST EM SEUL
A delegação do MESCTI/TEST será igualmente integrada por Olindo Cândido de Matos, Coordenador da Comissão Instaladora da AngoREN.
A participação no Fórum permitirá apresentar o percurso de transformação digital em curso no Ensino Superior angolano, aprofundar a cooperação entre o MESCTI, o IMA, o Banco Mundial e os parceiros coreanos, e criar condições para que a AngoREN evolua de uma infra-estrutura de conectividade para uma plataforma sustentável de serviços digitais, investigação e inovação.
É também uma oportunidade para levar a um espaço internacional os desafios concretos de Angola e regressar desse diálogo com conhecimento, experiências e referências que possam contribuir para as próximas etapas da transformação digital.
DA CONECTIVIDADE À CRIAÇÃO DE VALOR PARA A COMUNIDADE ACADÉMICA
A transformação digital do Ensino Superior não termina quando uma instituição fica ligada a uma rede. É nesse momento que começam novas possibilidades. A capacidade de autenticar utilizadores de forma integrada, partilhar conteúdos educacionais, colaborar entre instituições, desenvolver competências digitais e explorar de forma responsável as possibilidades da Inteligência Artificial são exemplos de como a infra-estrutura pode transformar-se em serviços e oportunidades concretas.
É essa passagem da conectividade para a utilização, e da tecnologia para o conhecimento, que torna particularmente relevante a participação de Angola no KWPF Global Forum 2026.
Entre Angola e Seul existem milhares de quilómetros. O conhecimento e as experiências que serão partilhados na República da Coreia têm, porém, um destino muito concreto: as Instituições de Ensino Superior angolanas, os seus estudantes, docentes, investigadores e técnicos e a construção de um ecossistema académico e científico mais conectado, colaborativo e preparado para o futuro.



